O Sindicato dos Servidores Públicos de Conselheiro Lafaiete esteve reunido na tarde desta segunda-feira (14/01), com o prefeito Mário Marcus. O objetivo foi avaliar a situação do funcionalismo municipal diante da dificuldade enfrentada pela prefeitura para manter o pagamento dos salários em dia.
Um pouco mais cedo um grupo de funcionários da prefeitura de Lafaiete se reuniu na sede do sindicato. Os servidores buscaram apoio do sindicato da classe para intervir junto a administração municipal com o objetivo de sanar os problemas causados pelo atraso do pagamento de salário e do 13º que estão atrasados.
Segundo o presidente da entidade, Valdiney Delmaschio Alves, as duas partes buscaram formas de garantir a quitação do 13º salário para os 29% dos servidores que ainda não receberam o benefício e da folha salarial de dezembro, que também ainda não foi paga: “O sindicato apresentou uma sugestão, o município está avaliando e daremos continuidade aos trabalhos nesta terça-feira. Acreditamos que, já na parte da tarde, poderá ser anunciada uma solução definitiva para a categoria. A situação é grave, pois os servidores estão com as contas atrasadas e têm compromissos que precisam ser honrados. Por outro lado, sabemos da dificuldade enfrentada pela administração pública, já que a situação econômica dos municípios está muito complicada. Vamos tentar equacionar o problema de todas as maneiras possíveis”, afirmou o dirigente sindical.
Prioridade para salário
Valdiney Delmaschio reconheceu que, em razão da falta de recursos no caixa da prefeitura, não vê possibilidade de quitação do pagamento do 13º e do salário de dezembro juntos. Segundo Valdiney a ideia é priorizar o pagamento do salário e, paralelamente, buscar meios de garantir a quitação total do 13º o mais brevemente possível.
Na reunião desta segunda-feira alguns funcionários foram contrários a sugestão de dividir o pouco da verba existente neste momento no caixa do município destinada a pagar os salários entre todos os funcionários, até mesmo com quem já recebeu uma parcela do 13º. “Alguns profissionais queriam que, primeiro, a gente reivindicasse o pagamento àqueles que não receberam o 13º, mas, o sindicato não pode trabalhar desta forma, pois representa toda uma categoria. Entendemos que eles saíram lesados por não receber o 13º. A visão do sindicato é que o benefício deveria ter sido pago integralmente a quem recebe até um salário mínimo e o restante do valor fosse parcelado para todos os demais servidores. Porém, não podemos cometer outro erro nos baseando num erro já cometido”, comentou sobre a decisão da administração que limitou em dezembro de 2018 o pagamento aos trabalhadores que recebem até R$2.700,00.
Prudência
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais recomendou prudência ao funcionalismo: “O momento é de cautela; não podemos meter os pés pelas mãos, pois os cidadãos não têm culpa pelo que está ocorrendo no município. Iremos trabalhar sempre buscando o diálogo, de forma a não prejudicar ainda mais os munícipes, que dependem dos serviços públicos, que já se encontram precários devido à atual conjuntura. Gostaria de salientar que o prefeito nos tem recebido de portas abertas e se mostrado sensível à preocupação do funcionalismo. O gestor tem se empenhado para resolver o problema o mais rápido possível”, assegurou o sindicalista.
O assunto volta a ser discutido hoje entre sindicato e prefeitura. A expectativa é pelo repasse de verbas a que o município tem direito, por parte do Estado, para regularizar a situação.