Em tempos de distanciamento social, muitos esperam, ansiosos, o momento em que poderão andar pelas ruas livremente, voltar à convivência, abraçar pessoas queridas… Pessoas com transtornos mentais esperam por isso a vida inteira, pois, muitas vezes, são isoladas da sociedade e são vítimas de preconceito.
Por isso, é importante celebrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial nesta segunda-feira 18 de maio. A data marca a luta pelos direitos das pessoas com transtorno mental, buscando formas mais humanizadas de cuidado.
Congonhas conta com uma Unidade Regional de Saúde Mental (URSM) que oferece assistência especializada e humanizada, favorecendo a estabilização do paciente e sua ressocialização.Devido à adoção de medidas de prevenção do coronavírus, os atendimentos estão reduzidos, mas os de urgência estão garantidos.
No município são realizadas diversas atividades (atualmente paralisadas) para promover a socialização e a integração das pessoas com sofrimento mental, como oficinas de teatro e música, celebração de datas comemorativas com a família e as equipes profissionais e visitas ao Museu de Congonhas.
Essas ações permitem que elas sejam tratadas em seu território e que tenham oportunidade de fazerem suas escolhas e de participarem das atividades comunitárias. Além disso,promovem os direitos à liberdade, à dignidade e ao respeito, sendo aceitas em suas diferenças.
A coordenadora e terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II) de Congonhas, Jamile Alves Pereira, diz que, no contexto em que estamos vivendo, é natural que muitas pessoas estejam passando por um momento de fragilidade emocional, o que pode impactar a saúde mental.
“Pode ser que, para se sentir melhor, muitas precisem apenas de alguém com quem desabafar, algumas podem precisar de donativos, outras podem precisar de chá de camomila, outros de lerem livros de literatura, assistir filmes, lives de músicas… Porém, há pessoas que podem ter mais dificuldades emocionais em lidar com tudo isso, desenvolvendo ou agravando algum tipo de transtorno mental, podendo ser necessário um atendimento em saúde. Para essas pessoas, é importante saber que podem, com a cautela necessária, procurar os serviços de saúde do município”, pontua.
Atendimento:
– Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II): 3732-2206
– Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD): 3731-2412
– Ambulatório de Saúde Mental: 3732-2335
– Centro O Centro de Referência Psicossocial da Adolescência e da Infância (CERPAI): 3731-6474