
Um dos problemas que tendem a se agravar em tempos de isolamento social é o aumento da incidência de violência doméstica. No país inteiro vem sendo verificada a tendência de aumento dos casos. Porém, na contramão do que acontece na maioria dos estados, em Minas Gerais houve queda no registro de agressões a mulheres em março deste ano na comparação com o mesmo mês de 2019. A informação consta de levantamento realizado pela Polícia Civil de Minas Gerais e divulgado pela delegada da Mulher de Conselheiro Lafaiete, Bethânia Bianchetti. Segundo ela, o fenômeno mineiro também se reflete em Lafaiete, onde os números também recuaram.
Contudo, conforme ressaltou a delegada, a redução do número de registros não significa, necessariamente, que esteja havendo diminuição nas ocorrências de violência doméstica. Bethânia Bianchetti teme a subnotificação de casos pela impossibilidade às vítimas de formalizar as denúncias. Por causa da quarentena, as vítimas estão convivendo mais tempo com seus agressores, o que dificulta a denúncia.
A delegada Bethânia Bianchetti explicou que, embora o atendimento da Polícia Civil tenha sido contingenciado por conta do enfrentamento ao novo coronavírus, as vítimas de violência doméstica continuam sendo atendidas presencialmente. Em caráter excepcional, elas não devem se dirigir à Delegacia da Mulher e sim à sede da segunda Delegacia Regional de Segurança Pública, situada no bairro Angélica, onde estão sendo lavrados os boletins de ocorrência, formalizadas as solicitações de medidas protetivas e adotadas todas as providências cabíveis.
Denuncie e peça ajuda
Se você é vítima de violência doméstica ou conhece alguém que esteja sofrendo abusos também pode denunciar a situação sem precisar comparecer à delegacia. Basta telefonar para o 190 e 180. O telefone da delegacia regional em Lafaiete é o 3769-1200.
De acordo com a delegada da Mulher, Bethânia Bianchetti, a comunicação imediata do crime pode resultar na prisão em flagrante do agressor, principalmente se a vítima for amparada por medida protetiva e estas estiverem sendo descumpridas pelo autor. As polícias Civil, Militar e os órgãos de defesa dos Direitos Humanos asseguram o sigilo das ligações e o anonimato dos denunciantes.
Nas redes sociais também surge uma corrente solidária às mulheres vítimas de violência. Se for este seu caso, utilize também este canal para pedir ajuda.Mande mensagens para amigas ou parentes pelo Whatssap ou Facebook , que do outro lado encontrará alguém disposta a ajudar você.

