O feriado religioso da Semana Santa é o período propício à visitação a templos tricentenários e lugares históricos das cidades da região. Este ano, porém, sobreveio a pandemia do coronavírus e o cenário se modificou completamente.

As procissões não conduziram os fiéis pelas ladeiras de Ouro Preto, a praça da Basílica de Congonhas está deserta e os lafaietenses não puderam contemplar a Paixão do Senhor Morto com as comoventes encenações dos figurados bíblicos, nem acompanhar presencialmente as tocantes cerimônias nas paróquias da cidade. Os párocos mantiveram a tradição seguindo todos os rituais, movidos pelo mesmo espírito de contrição que caracteriza o período mais doloroso para os cristãos, seguido pela alegria renovada e o renascimento da esperança trazido pela Páscoa neste domingo 12/04.
Turismo

Além de forçar a quebra de costumes seculares, religiosos, cidades eminentemente turísticas estão sofrendo o impacto financeiro provocado pela pandemia da COVID-19. O secretário municipal de Cultura e Turismo de Santana dos Montes, por exemplo, foi obrigado a assumir postura inusitada ao desaconselhar firmemente que as pessoas não visitem o município neste momento. José Geraldo Dutra – o Bolão afirmou ter reparado que, em fins de semana anteriores, apesar das medidas restritivas e de isolamento social determinadas pela prefeitura e o governo estadual, diversos grupos de visitantes foram à cidade em busca das atrações ecológicas e históricas da cidade. Ele disse que o fluxo turístico neste momento preocupa as autoridades: “As pessoas devem permanecer em casa neste momento e participar do esforço coletivo para evitarmos a contaminação. Vimos muita gente passeando, procurando opções de lazer, adotando um comportamento que não é recomendado neste período em que é alto o risco de contágio e proliferação da doença em alta escala”.
Bolão lembrou que, se houver a contaminação pelo novo coronavírus e esta for moderada, os hospitais da região terão capacidade para absorver a demanda de pacientes. O secretário frisou que Santana dos Montes está sempre pronta a receber pessoas que queiram desfrutar da sua tranquilidade, conhecer seus lugares históricos e atrativos ecológicos, mas o momento atual é de recolhimento: “Não venham a Santana; pelo menos, não nesta primeira quinzena de abril. Por favor, vamos aguardar um pouco mais. É uma questão de consciência, de saber que você pode se contaminar e aos outros”, apelou o secretário de Turismo.
