O Projeto Viola e Violeiros de Queluz consolidou, entre os dias 25 e 27 de março, uma série de ações voltadas à preservação da cultura da viola em Conselheiro Lafaiete. A programação, realizada no Espaço Cultural José Robert, integrou a Semana das Violas e reuniu músicos, construtores de instrumentos, estudantes e representantes do poder público. A iniciativa reforça a transmissão de saberes tradicionais e amplia o acesso da comunidade a esse patrimônio cultural.
A abertura foi com o encontro de luthiers “O Elo dos Saberes”. A atividade promoveu a troca de experiências entre profissionais experientes e novos construtores formados pelo próprio projeto. O objetivo foi garantir a continuidade das técnicas artesanais de construção da viola. A mediação ficou a cargo da pesquisadora Mauricéia Maia, que também conduziu a cerimônia. Participaram representantes da Secretaria Municipal de Cultura, do IEPHA/MG e do COMPHAP, fortalecendo a articulação entre instituições e agentes culturais.
O espaço foi aberto à visitação de escolas e moradores. A ação funcionou como atividade de educação patrimonial. O público teve acesso ao processo de luthieria e à história das violas de Queluz. A proposta ampliou o reconhecimento da tradição e estimulou o interesse de novos públicos.

O encerramento, reuniu diferentes gerações no Encontro de Violeiros “Vozes de Queluz”. Subiram ao palco a Orquestra de Violas Queluz de Minas, sob coordenação de Valtinho Salgado, a Orquestra de Viola da ANVIQ, coordenada por Fabrício Viola, e alunos do projeto, orientados pelo educador Pedro Henrique. O encontro reforçou o intercâmbio cultural e evidenciou o alcance formativo das ações.
As atividades consolidam o Espaço Cultural José Robert como referência regional para encontros de violeiros, formação e preservação cultural. O local passa a desempenhar papel estratégico na cadeia produtiva da viola e na formação de novos agentes culturais.
Segundo o coordenador do Projeto Viola e Violeiros de Queluz, Reinaldo Meireles, a iniciativa fortalece a cultura local e garante continuidade. Ele afirma que ações estruturadas ampliam a valorização da viola e estimulam novas gerações a manter a tradição. A proposta reforça a identidade cultural de Lafaiete e região por meio da preservação dos saberes tradicionais.
