A precariedade da rodovia MG-833, que liga os municípios de Itaverava e Lamim, tem gerado revolta e insegurança entre moradores da comunidade do Macuco. O trecho de cerca de 20 quilômetros apresenta buracos, valetas profundas e mato alto, cenário que compromete o tráfego e expõe usuários a risco diário de acidentes.
A situação, segundo relatos, se arrasta há anos. O último serviço de patrolamento registrado teria ocorrido em julho de 2022. Desde então, a via, de responsabilidade do DER-MG, não recebeu manutenção adequada.
Mais de duas mil pessoas dependem da estrada. Entre elas, quatro linhas de transporte escolar que percorrem o trajeto diariamente. Crianças enfrentam o percurso em veículos que trafegam com dificuldade, muitas vezes em condições inseguras. Idosos e pacientes que necessitam de tratamento fora do município também enfrentam obstáculos para se deslocar.

Moradores relatam que o impacto vai além da mobilidade. A dificuldade de acesso afeta o escoamento da produção agrícola, prejudica trabalhadores e amplia o isolamento da região. “É uma situação de calamidade. Não temos condições dignas de ir e vir”, afirma um morador.
A ausência de manutenção em rodovias estaduais é um problema recorrente. Na prática, o que se vê no Macuco é um cenário de abandono. Em dias de chuva, a situação se agrava e o acesso pode se tornar praticamente impossível.
Apesar de ser uma rodovia estadual, o problema acaba recaindo sobre as prefeituras de Itaverava e Lamim, que não têm obrigação legal de realizar a manutenção, mas sofrem pressão direta da população. A comunidade cobra providências urgentes do governo.
