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Do gelo ao corpo humano: brasileiros pesquisam limites na Antártica

Pesquisador lafaietense participa da expedição

30 de janeiro de 2026
in Gerais, Lafaiete
Do gelo ao corpo humano: brasileiros pesquisam limites na Antártica

Fotos: Ygor Tinoco

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O silêncio cortante do continente antártico esconde respostas vitais sobre o corpo humano. É nesse cenário extremo, onde o vento atravessa camadas de roupa e o frio impõe seus próprios limites, que um pesquisador natural de Conselheiro Lafaiete desenvolve estudos que ajudam a compreender como o organismo reage a ambientes hostis – e o que isso pode revelar sobre o futuro da saúde humana.

Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ygor Antônio Tinoco Martins, 33 anos integra desde 2016 o MEDIANTAR – Medicina e Fisiologia na Antártica. O grupo investiga respostas neurocognitivas, fisiológicas e adaptativas do corpo humano submetido ao frio intenso, ao isolamento e às longas permanências no continente mais inóspito do planeta.

Atualmente doutorando pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ygor vive em Punta Arenas, no Chile, onde realiza o doutorado sanduíche. Sua linha de pesquisa se concentra em nadadores de águas abertas em ambientes gélidos, considerados um modelo extremo para entender os limites da termorregulação, do metabolismo e da adaptação humana ao frio intenso.

PROANTAR

Em (10/01) teve início sua quarta expedição científica à Antártica. Desta vez, o destino foi a Estação Antártica Comandante Ferraz, principal base brasileira no continente. A missão avalia militares da Marinha do Brasil que permanecem por até 13 meses consecutivos na região, analisando respostas fisiológicas, psicofisiológicas e os efeitos do estresse prolongado em condições extremas.

Nas três expedições anteriores, o pesquisador viveu em acampamentos na Ilha Livingston, na Península Antártica. Ali, enfrentou neve constante, umidade intensa e temperaturas negativas para investigar como o corpo mantém o equilíbrio térmico e o desempenho físico. O tema atravessa toda a sua trajetória acadêmica, desde o Trabalho de Conclusão de Curso até a dissertação de mestrado.

As pesquisas integram o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), responsável por coordenar a presença científica do Brasil na Antártica desde 1982. O país aderiu ao Tratado da Antártica em 1975, reconhecendo a importância estratégica e científica da região. Hoje, os estudos desenvolvidos ali ajudam a compreender fenômenos naturais com impactos diretos no território brasileiro e no equilíbrio climático global.

O projeto “Sobrevivendo no limite: a medicina polar e a antropologia da saúde na Antártica”, reúne 23 pesquisadores e dialoga com áreas como Biologia Humana, Saúde Mental, Estresse Fisiológico e Aclimatação ao frio extremo. A abordagem multidisciplinar busca entender não apenas o corpo, mas também o comportamento, a cognição e a saúde emocional em ambientes de confinamento e risco.

Além da pesquisa

Ygor Tinoco atua com fisiologia do exercício, treinamento em ambientes extremos e montanhismo. Já realizou ascensões em diferentes regiões da América do Sul: Huayna Potosí (Bolívia), o Vulcão Villarrica (Chile) e o Cañón de los Arenales (Argentina) e em clássicas montanhas brasileiras, como Agulha do Diabo, Dedo de Deus, e Pão de Açúcar/RJ, além do Pico do Itacolomi e Cachoeira do Tabuleiro, em Minas e, Itatim e Chapada Diamantina, na Bahia.

Como projeto de médio e longo prazo, prepara-se para atuar como guia de montanha credenciado e para escalar a Torre Central de Torres del Paine, no Chile, em 2026. Ygor retorna ao Brasil, no dia 06 de fevereiro, fica um tempo em Lafaiete e, depois volta ao Chile onde residente atualmente.

Da Antártica às montanhas, o frio deixa de ser apenas um obstáculo. Torna-se ferramenta de estudo, alerta climático e chave para entender até onde o corpo humano pode ir – e como se adapta quando levado ao limite.

Fotos: Ygor Tinoco

Leia mais: Projeto Mediantar 

Por: jornalista Marcos Ribeiro.

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