terça-feira, março 3, 2026
  • Sobre
  • Política de privacidade
Fato Real
CET
SICREDI
SENAC
Hemolab
  • Home
  • Notícias
    • Gerais
    • Lafaiete
    • Regional
    • Polícia
  • Empregos & Concursos
  • Obituário
  • Contato
No Result
View All Result
Fato Real
No Result
View All Result

Por quem os sinos dobram? Eles dobram por ti, Brumadinho!

27 de janeiro de 2019
in Coluna Vou Falar - por Aaron Fenix
Share on FacebookShare on Twitter

Senhoras e senhores amigos desta coluna, dói demais saber que tragédias humanas e ambientais como a ocorrida em Mariana e agora em Brumadinho fazem parte da história de Minas, em nome do “progresso” e do “desenvolvimento”. A busca pela riqueza cega o homem, este é causador dos maiores desastres ambientais, como os ocorridos em Minas Gerais, no qual o rompimento de barragens fez com que uma lama se derramasse pelas cidades, matando moradores, destruindo a fauna e poluindo o Rio Doce e agora o Rio Paraopeba.

Este ocorrido só teve prejuízo e mostrou ao mundo que o lucro está em primeiro lugar, pois fiscalizações e precauções poderiam ter evitado tamanho terror. Gandhi foi bem exato quando afirmou que “O mundo é suficientemente grande para todos, mas demasiadamente pequeno para a avareza de alguns”, assim afirmando que a minoria matará por falta de recursos a maioria.

Constantemente explosões de barragens como essas ocorrem em pontos distintos do Estado, algumas nem faladas pela imprensa, já que a força da grana das mineradoras impede acesso às suas instalações e costuma calar consciências através de altas somas. Depois, os políticos vão aos locais das tragédias sobrevoar e faturar uns votos, fazendo cara de choro, abraçando vítimas, se isentando de culpa, enganando a todos nós, aos atingidos principalmente. É assim desde o Brasil colônia. Mas estamos no Século XXI e isso já deveria ter sido mudado. A ausência de fiscalização sistemática e de leis atualizadas repercute como negligência e com a sensação de impunidade. Até mesmo o desinteresse da sociedade em relação ao tema potencializa as ameaças constantes ao meio ambiente. O percurso da lama tem, ao menos, de chamar a atenção das autoridades e da opinião pública para a necessidade de se aperfeiçoar todo o setor sob pena de novos desastres.

É primordial impor às empresas responsabilidades mais claras sobre as medidas de prevenção a ameaças ambientais e a vidas humanas. O conceito do Brasil como nação civilizada não admite que ele fique sujeito a acidentes ambientais de impactos tão duradouros e graves, como os causados pelas tragédias em Minas Gerais. Aguardar outro desastre para abrir os olhos já pode ser tarde demais. Até quando iremos manter a lógica destrutiva (de todos os pontos de vistas) de satisfazer os interesses das multinacionais? Serão necessários quantos mais trabalhadores mutilados e mortos? Poucas pessoas souberam escrever a idéia de humanidade partilhada como John Donne o fez nos idos do século XVI. Diz-nos Donne: “Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado, todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, o mundo fica diminuído, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano.

E por isso não perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por vós”. Hoje os sinos dobram pelas vitimas da tragédia de Brumadinho.

Tô Sabendo e Vou Falar
Aaron Fênix

UniFASar

ERM



Ponto de Partida

Fato Real

Copyright © 2026 Fato Real Desenvolvido por KONSTRUKTAPP.

  • Sobre
  • Política de privacidade

Siga nossas redes

No Result
View All Result
  • Home
  • Destaque
  • Lafaiete
  • Empregos & Concursos
  • Gerais
  • Polícia
  • Obituário
  • Regional

Copyright © 2026 Fato Real Desenvolvido por KONSTRUKTAPP.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.