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Não pular as refeições colabora para a manutenção do peso saudável

Tanto o sobrepeso quanto a obesidade se referem ao acúmulo excessivo de gordura corporal. O que difere os dois conceitos é a quantidade desse excesso e, consequentemente, a gravidade. O sobrepeso está relacionado a um percentual menor quando comparado à obesidade, que tem  maior probabilidade de impactar na saúde como um todo.

Pensando em uma forma de diminuir o ganho excessivo de peso ao longo dos anos, muitas pessoas costumam aderir a estratégias pouco saudáveis. São aquelas fórmulas tidas como “milagrosas”, que incluem até mesmo a retirada de uma das refeições do dia. O jantar, especificamente, costuma ser o mais sacrificado, pela crença de que comer à noite faz ganhar peso em excesso. É aí que entra a armadilha de trocar uma refeição completa, como o jantar, por lanches rápidos e sem qualidade.

De acordo com o livro Desmistificando dúvidas sobre Alimentação e Nutrição, produzido pelo Ministério da Saúde, o ganho excessivo de peso está relacionado ao desbalanço entre o gasto energético e a ingestão de calorias ao longo do dia e uma série de outros fatores que contribuem ou influenciam mais ou menos com a formação de hábitos e comportamentos saudáveis ou não saudáveis que estão associados à ocorrência da obesidade, como, por exemplo, a indisponibilidade de acesso aos alimentos in natura e minimamente processados em detrimento aos alimentos ultraprocessados, entre outros. Assim, acreditar que o jantar ou a falta dele pode contribuir para o aumento do peso não é uma verdade. Mas a escolha dos alimentos consumidos durante a refeição é o que realmente faz a diferença.

A partir disso, é possível fazer uma comparação simples. Um jantar adequado e saudável é composto por comida de verdade. Ou seja: com arroz, feijão, legumes, verduras, entre outros. Alimentos que são in natura, de baixa caloria, fontes de vitaminas, minerais, fibras e tantos outros nutrientes que, em conjunto, atuam para garantir o bom funcionamento do nosso corpo.

Nesse sentido, o consumo de frutas, legumes e verduras (FLV) exerce um papel fundamental na promoção e na manutenção da saúde, e na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), sendo essencial para uma melhor qualidade de vida. Em contrapartida, o baixo consumo de FLV, com tendência à substituição de alimentos in natura e minimamente processados por alimentos ultraprocessados, está diretamente relacionado ao aumento simultâneo das prevalências de excesso de peso e outras doenças crônicas não transmissíveis.

Ter como base alimentar a comida de verdade, que é composta pelos alimentos in natura e minimamente processados, conforme orienta o Guia Alimentar para a População Brasileira, faz parte das estratégias contra a obesidade e o sobrepeso, condições consideradas cada vez mais prevalentes no Brasil e no mundo. Mais do que isso, o consumo desses alimentos previne o surgimento da hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares e diversos tipos de cânceres.

Por outro lado, quando uma refeição como essa é substituída por pequenas refeições, deve-se continuar optando por alimentos saudáveis, como frutas secas ou frescas, leite, iogurte natural, castanhas ou  nozes, entre outros.

Para garantir uma alimentação saudável e evitar o ganho excessivo de peso, recomenda-se que o almoço/jantar sejam refeições saudáveis, coloridas, completas, leves e compostas basicamente por alimentos in natura ou minimamente processados, conforme explica o livro Desmistificando dúvidas sobre Alimentação e Nutrição.

Para ficar ainda melhor, deve-se preferir sempre como sobremesa as frutas. Além disso, o hábito de jantar permite melhor aproveitamento dos alimentos que sobraram do almoço, evitando desperdícios.

Saúde Brasil
Ministério da Saúde

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