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Fórum debate modelo de cidade que queremos

O Fórum Urbano Regional do Alto Paraopeba, realizado pela Prefeitura de Congonhas, reuniu especialistas em arquitetura, urbanismo e em diversas outras áreas do conhecimento, que deram suas contribuições, para que todos os participantes possam, a partir de agora, contar com mais informações e, assim, revisarem a forma de lidar com suas cidades, mantendo as boas práticas e aperfeiçoando outras.  Do evento, sairá um relatório que será encaminhado à etapa preparatória para o Congresso Mundial de Arquitetos 2020.

O objetivo do Fórum, que pretende se tornar permanente, é contribuir para a compreensão dos desafios urbanos, sobretudo no contexto regional, com aproximações nas seguintes temáticas: Patrimônio Cultural, Resiliência, Planejamento e Território, Inovação e Design. Ele busca, de maneira geral, privilegiar a reflexão sobre práticas inseridas no contexto urbano que possuam potencial de reverberação na dinâmica das cidades, bem como consolidar um espaço regional de troca de experiências e formulação de políticas públicas, tendo como referência as metas do ODS 11 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 11).

Laura Pena, sócia diretora da Gustavo Penna Arquiteto & Associados, empresa responsável pelo projeto do Museu de Congonhas, alertou: “A despeito de toda evolução e transformação, o patrimônio existente hoje foi preservado graças a sensibilidade e escolhas de pessoas. Então, tão importante quanto olhar somente essas excepcionalidades  – que são símbolos magnos e que formam sim boa parte da memória nacional  –, é  valorizar o local, as mini narrativas, o que é próprio de cada cultura, o que é caro a um grupo de pessoas. Isso acho que as cidades perderam, e seus moradores o reivindicam de novo. Elas querem ocupar os espaços de diversas formas, isso também é patrimônio”.

Outro ponto abordado durante o Fórum Urbano Regional foi a moradia e os impactos positivos e negativos que esta questão pode gerar para uma cidade. Representante da Prefeitura de Ouro Preto e professora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FaSar, Polyanna Pereira Coelho mediou o painel “Fragilidades e Desigualdades: Desafios e soluções para a habitação”. Ela apresentou a habitação como elemento de segregação social.

Cidades Inteligentes

Bráudio Fonseca Magalhães, do Departamento de Cartografia da UFMG, demonstrou que o conceito de cidades inteligentes já surgiu em condições bem melhores, em países do hemisfério Norte, do que as que experimentamos no Brasil. “Quando este conceito chegou ao nosso país, ele ficou restrito a pessoas ligadas a área de tecnologia da informação, que exploraram questões relacionadas a internet das coisas, disponibilização de rede de internet e coisas do gênero”, lembrou Bráulio. Ele afirma que, ainda hoje, o Brasil precisa galgar alguns degraus para chegar no nível de estabelecer uma inteligência artificial no âmbito da tecnologia da informação e comunicação.

Arquiteto da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Congonhas e organizador do Fórum Urbano Regional do Alto Paraopeba, Douglas Monte diz que “a ideia, agora, é manter um fórum permanente para discutir a região e compartilhar as dores dos municípios vizinhos, que são muito parecidos umas com as outras”.

Foram parceiros do evento o Consórcio Público para o Desenvolvimento do Alto Paraopeba (Codap) e a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

Apoio institucional: ONU Habitat; UIA2020RIO; UFMG, por meio do Laboratório Geotec; UFJF, por meio do Núcleo de Pesquisa e Extensão; Urbanismo-MG; CEFET-MG; UFSJ; Ministério Público de Minas Gerais; e Câmara Municipal de Congonhas.

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