Fato Real
Destaque Regional

CSN afirma que não há motivo para remover moradores de bairros próximos à barragem em Congonhas

Um dia depois de findado o prazo para manifestação  da CSN sobre recomendação do Ministério público de Congonhas em relação à  remoção espontânea de moradores vizinhos à Barragem Casa de Pedra, a Companhia Siderúrgica Nacional recuou da posição inicial e concordou em retornar à mesa de negociações.

No entanto, a empresa discorda da necessidade de remoção dos moradores dos bairros Cristo Rei e Residencial Gualter Monteiro, próximos à barragem de Casa de Pedra. É o que a CSN afirmou em nota enviada ao Fato Real, que você confere,a  seguir, na íntegra

NOTA

A CSN Mineração reitera o seu respeito ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e à atuação do promotor de justiça Vinícius Alcântara Galvão, da Comarca de Congonhas, assim como prioriza o diálogo e, sobretudo, o bem-estar da população de Congonhas. Entretanto, a empresa entende que não há motivo para a remoção dos moradores dos bairros Cristo Rei e Residencial Gualter Monteiro. Isso porque não existe qualquer tipo de risco relacionado à Barragem Casa de Pedra. A estrutura cumpre com todas as normas de segurança existentes e encontra-se devidamente autorizada a operar por todos os órgãos competentes, sendo que sua segurança foi e tem sido atestada não só por todas as autarquias necessárias como por auditorias de renome, além do próprio corpo técnico do MPMG.

Nesse contexto, é importante destacar que a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) da estrutura foi protocolada no MPMG e na Agência Nacional de Mineração (ANM), via SIGBM (Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração da ANM), conforme Resolução Nº 4 da ANM, no dia 11 de março de 2019 (data anterior à recomendação), sem qualquer pedido de postergação de prazo.

Outro destaque é que a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil de Minas apontou, com relação à recomendação, que não houve elevação no nível de emergência da barragem nem a apresentação de qualquer documento que indique risco da estrutura. Ressalta-se, ainda, que a CSN Mineração está na vanguarda do tratamento de rejeitos, com investimento de 250 milhões de reais na tecnologia de empilhamento a seco. Com isso, até o fim de 2019, a empresa passará a processar 100% do seu minério a seco, descartando a utilização de barragens para o processo produtivo.

A CSN Mineração reitera que está aberta ao diálogo com todos os públicos, prezando sempre pela transparência.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA CSN MINERAÇÃO

Fato Real