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Vereador mais votado não vai disputar presidência da Câmara de Lafaiete

Campanha teve cuidados extras por causa da pandemia
Campanha teve cuidados extras por causa da pandemia

Se dependesse do vereador mais votado em Conselheiro Lafaiete no último dia 15 de novembro, as eleições municipais não teriam sido realizadas este ano devido à pandemia do novo Coronavírus. Esta é uma das opiniões manifestadas por André Menezes (PL), entrevistado da nossa série de entrevistas com os candidatos reeleitos em Lafaiete, que apesar das dificuldades de uma campanha atípica conseguiu ampliar a votação recebida em 2016. “Agradeço à Deus e a todos que votaram em mim e prometo ser mais atuante neste segundo mandato e  coloco meu gabinete à disposição de todos”, diz.

Vereador prevê boa relação com Executivo
Vereador prevê boa relação com Executivo

André Menezes parte para o segundo mandato ansioso pelo convívio com os demais colegas remanescentes e os novatos que ingressam na próxima Legislatura. Reconhecendo o valor da própria equipe, alerta os novatos para que tenham uma boa assessoria.

Entre os desafios que aguardam os futuros vereadores, citou matérias importantes, como o prontuário eletrônico (instrumento que poderá desburocratizar e assegurar transparência ao atendimento em saúde) e a aguardada regularização fundiária (que atualizará as regras da aquisição e posse de imóveis na cidade), entre outras.

Na linha política, ele acredita que haverá respeito e bom relacionamento entre Executivo e Legislativo. Com elogios ao prefeito reeleito afirma que ninguém ganha numa briga entre prefeito e vereadores. “No que depender de mim estou lá para ajudar a melhorar a qualidade de vida da população de Lafaiete”.

Resultado do trabalho

André destaca trabalho como catalisador de votos
André destaca trabalho como catalisador de votos

Fazendo um balanço da atual Legislatura, o vereador avaliou que foi um período positivo, apesar de os trabalhos terem sido fortemente afetados este ano pelo novo Coronavírus, que limitou o exercício das atividades parlamentares. Menezes também comentou o próprio desempenho nas urnas, que lhe assegurou o primeiro lugar entre os eleitos com 1.425 votos: “Acredito que minha votação tenha melhorado como consequência do trabalho que realizei no primeiro mandato. Gosto de estar no meio do povo e me considero uma pessoa acessível, tanto que nunca desligo meu telefone e procuro, de alguma forma, ajudar a todos que recorrem ao meu gabinete. Claro que não dá pra resolver os problemas de todos os bairros, mas nunca deixo de tentar. Ao mesmo tempo, consegui aprovar alguns projetos de lei, intermediei a aquisição de uma viatura pelo Município, destinei recursos ao combate à COVID-19 e viabilizei verba para asfaltamento de algumas vias públicas”.

Presidência

André Menezes não vai concorrer à presidência da Câmara
André Menezes não vai concorrer à presidência da Câmara

Ao contrário do que muita gente pensa, o Regimento Interno não determina que o comando da Câmara Municipal de Lafaiete, no ano inaugural de cada Legislatura, deva ser assumido pelo detentor da maior votação entre os eleitos. Após a solenidade de posse, logo na primeira sessão, o mais velho entre os vereadores ocupa simbolicamente a presidência da Casa e coordena a eleição da Mesa Diretora.

Mesmo com a expressiva votação recebida, André Menezes adiantou que não vai ser presidente da Câmara em 2021. Na entrevista ao Fato Real, ele explicou por que não entrará na disputa: “Não colocarei meu nome à disposição neste primeiro ano porque terei muita coisa a fazer e ficaria difícil conciliar as demandas colhidas ao longo da campanha com as atribuições de presidente. Mas espero que as pessoas que concorrerem ao posto tenham a preocupação de atuarem como maestro, porque a gente sabe que, no primeiro ano, os novos vereadores estarão aprendendo a fazer seu trabalho e o presidente precisará orientar na formação das comissões, entre outros procedimentos, além de estar atento o tempo todo para proteger a Casa”.

Viação Presidente

Por fim, André Menezes se posicionou sobre a grave crise que atravessa o transporte público em Lafaiete. Na sua opinião, a atual concessionária deixou de reunir condições para continuar explorando o serviço: “A gente sabia que isso poderia acontecer pela dificuldade financeira enfrentada pela empresa, atribuída por ela à gratuidade concedida a alguns grupos de usuários. Mas acho que a população não tem culpa pelo momento financeiro que a empresa atravessa. Em 2021 deve haver nova licitação e, infelizmente, a Presidente não tem condições de permanecer. Que venha uma nova concessionária e preste o serviço de qualidade pelo qual a população paga toda vez que utiliza o transporte coletivo. Pessoalmente, se for perguntado se a Presidente merece permanecer em Lafaiete, digo que não com base no trabalho feito até agora”, analisou o vereador com maior votação entre os eleitos em 2020.

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