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Construção inacabada de creche em Lafaiete está na mira do Ministério Público Federal

Irregularidades na obra não concluída na creche do bairro Bela Vista, em Conselheiro Lafaiete, serão investigadas pelo Ministério Público.

O órgão foi acionado pelo vereador Pedro Américo (PT), que explicou o motivo do pedido ao fazer uso da Palavra Franca Pedrinhoem sessão ordinária da Câmara realizada na noite desta terça-feira (04/09): “Nós vereadores somos cobrados constantemente sobre a questão das vagas em creches. Venho acompanhando há muitos anos a construção da creche do bairro Bela Vista, cuja obra se encontra abandonada. A obra foi iniciada em 2011 e teria de ser concluída em 2012. Fiz vários requerimentos denunciando que a obra estava sendo mal feita, cheia de rachaduras; houve boletins de ocorrência denunciando que estavam roubando material na obra. Cobrei providências desde aquela época; mas, como vi que não vinha dando resultado, em 2015 denunciei ao Ministério público, com fotos comprovando, as irregularidades que vi lá. Fizeram perícia e constataram que houve irregularidades, inclusive com a empresa recebendo duas vezes pela execução de um mesmo serviço, pagamento de obra não concluída e desvio de material de construção. Além disso, descobriram que a fundação da obra não foi feita da maneira correta.”

Ainda de acordo com Pedrinho, a promotoria informou que, como a creche do bairro Bela Vista estava sendo construída com verba procedente de Brasília, uma comissão especial do Ministério Público Federal vai averiguar as irregularidades. Os responsáveis pela execução da obra poderão responder por improbidade administrativa: “A gente fica indignado, porque eles falam que não tem dinheiro e, quando o dinheiro vem, é mal aplicado e desviado. Também foi feito um laudo pela Controladoria da Prefeitura de Lafaiete e a empresa responsável pela obra, que agiu de má fé, vai pagar por isso. Em breve devem ser divulgados os nomes da empresa e das pessoas envolvidas e punidas por esta obra não concluída e o dinheiro mal aplicado, o que comprovou o crime de improbidade administrativa”, concluiu o vereador.

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