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PM acusado de ameaçar ministro continua preso

Cássio foi preso em casa
Cássio foi preso em casa

Cássio Rodrigues Costa Souza, segue preso. O policial militar aposentado, morador de Conselheiro Lafaiete, foi preso pela Polícia Federal na segunda-feira 06/09 na casa onde mora no bairro Fonte Grande, por suposta ameaça de morte ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes em publicação nas redes sociais.

Cássio foi encaminhado ao 22° BPM em Belo Horizonte. Segundo seu advogado, Rodrigo Francisquini Gonçalves Santos, Cássio está bem e ambos mantêm contatos telefônicos diários.

Além da prisão houve cumprimento de mandado de busca e apreensão com o intuito de localizar documentos físicos e eletrônicos tais como agendas, pen drive, notebook, aparelhos telefônicos, dentre outros, com arquivos importantes à investigação.

Defesa

Responsável pela defesa de Cássio Rodrigues, o advogado Rodrigo Francisquini afirmou ao Fato Real que não há acusações, estando em fase de Inquérito para apurar a ilícita incitação da população, por meio das redes sociais, a praticar atos criminosos, violentos e atentatórios ao Estado Democrático de Direito e às suas Instituições durante o feriado da Independência do Brasil (7 de setembro).

O advogado já deu entrada com pedido de revogação da prisão do seu cliente. Seguindo os trâmites, o ministro Alexandre de Moraes o receberá, intimará o Ministério Público Federal (Procuradoria-Geral da República) a se manifestar e, logo após decidirá se mantém a prisão, revoga ou a substitui por medidas cautelares.

Sem antecedentes

O advogado afirma que Cássio nunca respondeu a um processo criminal.

Rodrigo Francisquini Gonçalves Santos
Rodrigo Francisquini Gonçalves Santos

Sobre a ameaça à vida do ministro e de seus familiares, ele afirma, sempre evidenciando as suposições da atitude do cliente: “Posso garantir que, dado ao fato de ser policial militar reformado por invalidez, jamais proferiria, em eventuais manifestações em redes sociais, mensagens de teor violento e que teriam intenção de atentar contra a vida do Excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes e de sua família. Atuarei no sentido de comprovar que não há indício algum de ligação deste com os demais investigados e que não fora autor das supostas mensagens, e mais, que nunca proferiria mensagens de cunho violento e ameaçador com finalidade de atentar contra a vida do ministro Alexandre de Moraes e de sua família, muito menos de o fazer parecer um cidadão de grande periculosidade com o faz parecer a Procuradoria-Geral da República em seu pedido de prisão do mesmo”.

O militar está na lista de policiais reformados por incapacidade física definitiva. Ele era lotado no 31º Batalhão da Polícia Militar de MG, sediado em Conselheiro Lafaiete.

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