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Vereador vê covardia de prefeito em fala sobre CPI do Transporte

Vereadores debateram sobre transporte e pandemia na sessão da Câmara
Vereadores debateram sobre transporte e pandemia na sessão da Câmara

Repercutiu na sessão da Câmara de Lafaiete na noite desta terça-feira 04/05 a entrevista concedida pelo prefeito à jornalista Gina Costa, no Jornal Falado Carijós na última segunda-feira (03).

Na ocasião, Mário Marcus manteve o discurso de tranquilidade diante da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte público coletivo na cidade. Mesmo com oito assinaturas entre os 13 vereadores, ele disse não ver desgaste político na situação. Na mesma entrevista, o chefe do Executivo Municipal questionou os vereadores que já estavam na Câmara no último mandato dele, o porquê de não terem feito a CPI na gestão passada.

André Menezes

Um dos que saíram em defesa da postura dos vereadores foi André Menezes (PL). Para ele foi “covardia” a atribuição feita pelo prefeito. A seu ver o responsável pela situação em que levou a cidade a ficar sem o serviço de ônibus para o transporte público coletivo é o Poder Executivo: “Estou aqui desde a outra legislatura e devo deixar bem claro que não me sinto responsável pelo transporte público de Lafaiete ter chegado onde chegou. O Executivo já sabia o que ia acontecer. Se comeram mosca, porque deixaram de cumprir seu papel de ter contratado uma empresa para fazer um estudo de trânsito ou um estudo da cidade para fazer um edital para o transporte público de Lafaiete, não é culpa nem da legislatura passada, muito menos da atual. A culpa é do Executivo”.

André Menezes foi um dos que não assinou para a abertura da CPI do transporte público. Segundo ele, não o fez porque já se sabia quem era o culpado pela crise. No entanto, na sessão de ontem sinalizou que votará positivamente para a aprovação no plenário.

Reunião

O vereador Pedro Américo (PT), proponente do requerimento para criação da CPI do transporte coletivo, também comentou a entrevista do prefeito e disse que Mário Marcus reuniu-se com vereadores em busca de impedir a realização da CPI: “Ele se reuniu no teatro municipal com os vereadores. Ele não queria CPI […]. Agora, depois que fizemos, ele questiona o porque não fizemos ano passado. E se não fizermos agora, ele vai falar o porquê não fizemos. O que fez essa CPI acontecer, eu agradeço a imprensa, aos movimentos sociais e os vereadores que atenderam ao pedido da comunidade”.

Revolta

Vereador Giuseppe Laporte
Vereador Giuseppe Laporte

Já o vereador Giuseppe Laporte (MDB), que é médico, falou em revolta caso sejam comprovadas denúncias de irregularidades no combate à pandemia e vacinação contra a Covid; foco de um pedido de criação de uma CPI.

“Como médico, estive e estou na linha de frente ao Covid. Vivenciando diariamente o drama de presenciar vidas e famílias sendo ceifadas. E, agora, na função de vereador me deparo com a situação de pessoas furando filas para vacinar e a aplicação errônea da verba pública. Isso me causa revolta. A população pode contar com este vereador e esta Casa”.

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