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Sindicato entra com pedido contra venda de peças e ônibus da Viação Presidente

O Fato Real publicou neste domingo (18/04) uma denúncia feita nas redes sociais, de que um ônibus da Viação Presidente de Conselheiro Lafaiete teria sido flagrado sendo rebocado no estado do Rio de Janeiro.

Flagrante do ônibus foi amplamente compartilhado nas redes sociais
Flagrante do ônibus foi amplamente compartilhado nas redes sociais

Os funcionários da empresa já denunciaram diversas vezes que há um sucateamento da garagem da empresa e de que ônibus estariam sendo retirados do local. Segundo apuração do Fato Real, a Presidente teria vendido nove ônibus para uma empresa no Rio de Janeiro. Na madrugada deste domingo (18), três ônibus foram levados da garagem em Lafaiete para o novo dono.

Os funcionários da empresa seguem sem receber salários atrasados e outros direitos trabalhistas.

Resposta do sindicato

O advogado do SINTTROCOL (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Conselheiro Lafaiete), Antônio Braga, se posicionou sobre a situação. Em entrevista à jornalista Gina Costa, ele informou que depois que a Viação Presidente começou a fornecer os documentos para o levantamento do Fundo de Garantia e o Seguro-Desemprego, funcionários passaram a não ir mais na garagem, o que diminuiu o fluxo de pessoas no local. Aproveitando disso, a empresa estaria desmanchando os ônibus, vendendo peças para o ferro-velho e tirando ônibus inteiros da garagem.

Lafaiete segue tendo o transporte emergencial das vans e funcionários continuam sem receber
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Ao tomar conhecimento desse fato, o sindicato entrou com um pedido no juizado do trabalho de Lafaiete na quinta-feira (15/04), pedindo a suspensão desta ação por parte da empresa e a prestação de conta das peças e dos ônibus vendidos. Posteriormente, foi pedido o oficiamento de um  ferro-velho que teria adquiro do algumas peças,  da empresa que realizou o guincho para o estado do Rio de Janeiro e da administração da empresa em Lafaiete. 

Antônio Braga pontua que a situação é delicada: “Fica difícil. Mesmo os empregados ficando na porta da empresa durante o dia, eles aproveitam a noite quando não tem ninguém lá e fazem essas operações. Então estamos aguardando que o Juiz decida para que tenhamos uma proteção contra isso”.

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