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Restrição ao comércio e fiscalização falha em Lafaiete são criticados

A Prefeitura de Conselheiro Lafaiete segue sendo alvo de críticas de empresários, população e do Poder Público pelo enfrentamento da pandemia. O decreto publicado na última semana em que a cidade se adequa às novas normas para o funcionamento do comércio na onda vermelha do programa Minas Consciente tem dividido opiniões no município.

O assunto chegou ao Poder Legislativo. O vereador Erivelton Jayme (Patriota) utilizou a palavra franca durante sessão da Câmara nesta segunda-feira (09/06) para criticar a fiscalização do município. Segundo ele, se ela estivesse sendo mais efetiva, medidas como o decreto não precisariam ser tomadas: “É muita sacanagem fechar os salões de cabelo, fechar os barbeiros, fechar os restaurantes, fechar as academias e as filas dos bancos em frente a Prefeitura cheia, supermercado cheio. Se tiver que fechar, fecha tudo. Não pega alguns para Cristo não” disse o membro da Casa Legislativa. 

Erivelton Jayme criticou a atuação da Prefeitura
Erivelton Jayme criticou a atuação da Prefeitura

O vereador ainda propôs uma solução para que seja adotada pelo Poder Executivo: segundo ele, a Prefeitura deveria fiscalizar os comércios e, aqueles que não estiverem cumprindo os protocolos de enfrentamento da pandemia deverão ser fechados por quinze dias. Para ele, aqueles que adotam as medidas deveriam permanecer abertos.

Manifestações

O setor empresarial do município não tem ficado inerte em relação ao decreto. Nesta segunda-feira (09) foram realizadas duas movimentações de comerciantes na cidade. Durante a manhã, foi realizada uma manifestação pacífica, mostrando o descontentamento dos empresários com o prefeito Mário Marcus.

Durante a noite, os comerciantes conseguiram contato com o Poder Executivo. Foram duas reuniões. Durante elas, foi entregue um requerimento contendo a visão dos comerciantes sobre a decisão. Segundo o empresário Guilherme Marotta, cerca de 50 representantes de estabelecimentos comerciais assinaram o documento. Essas assinaturas são dos setores afetados pelo decreto como: barbearia, salões de beleza, bares, restaurantes, lanchonetes, academia e clubes de lazer.

Comerciante Guilherme Marotta em frente a Prefeitura Municipal
Comerciante Guilherme Marotta em frente a Prefeitura Municipal

Guilherme Marotta pontua que foi entregue o requerimento com a posição dos comerciantes para o Executivo: “A gente entregou a documentação com a assinatura dos estabelecimentos presentes na manifestação, com telefone e nome dos estabelecimentos que eles pediram e falaram que vão dar retorno. Diante da manifestação da segunda, eles tiveram reunião ontem com os prefeitos da macro e que hoje teria uma reunião com o governo do estado para estarem conversando sobre as medidas tomadas pelo Minas Consciente”.

Em trecho divulgado do documento, é dito que “[…] não é justo que somente um grupo seja penalizado e impedido de cumprir o seu propósito, pois este setor é composto de comerciantes locais, que estão tentando com todas as forças garantir o cumprimento de suas obrigações financeiras e fiscais, e pagar em dia o salário dos seus empregados”.

Essa não é a primeira movimentação neste sentido nesta semana na cidade. Na segunda-feira (07) um grupo de comerciantes fez uma manifestação em frente à prefeitura de Conselheiro Lafaiete. Usando roupas pretas, máscaras e com réplicas de caixões e velas acesas eles sentaram-se em frente à sede do governo municipal.

Comerciantes durante a manifestação do dia 7
Comerciantes durante a manifestação do dia 7
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