Fato Real
Lafaiete

Denúncia de perseguição a agentes de endemias será investigada por Comissão da Câmara de Lafaiete

Mais uma denúncia de perseguição a servidor público chegou à Câmara de Lafaiete. A denúncia foi encaminhada à Comissão de Saúde, Meio Ambiente e Saneamento Básico e lida em plenário na sessão da terça-feira (10/08). 

Pelo caráter da denúncia, os nomes citados foram omitidos pelo secretário da Casa Legislativa, vereador Sandro José (PROS) durante a leitura.

Combate a Endemias

No documento encaminhado à Câmara foi dito que no município de Conselheiro Lafaiete existia, até julho de 2021, sete pontos de apoio em PSFs ou regionais de saúde, onde os agentes de endemias se reuniam para distribuição dos trabalhos de ida ao campo. “No dia 09/07 ocorreu uma reunião com a participação da equipe do PA Barreira, do coordenador, do gerente, da supervisora geral, de outra supervisora geral e, nessa reunião foi informado que o ponto de apoio da Barreira seria extinto e os agentes direcionados para trabalhar nos demais pontos de apoio existentes. Os agentes fizeram questionamentos sobre uma possível perseguição a funcionários, no entanto, foi justificado pela gerência que a extinção ocorreria porque estava sendo adotada uma nova metodologia de trabalho”.

Denúncia será investigada por Comissão da Câmara
Denúncia será investigada por Comissão da Câmara

Ainda segundo a denúncia, com a extinção, a cidade passou a contar com seis pontos de apoio e, a região da Barreira que era atendida pelo PA, ficou descoberta desta prestação de serviço. No entanto, uma semana após a extinção e o remanejamento total dos trabalhadores, uma nova equipe de agentes foi redirecionada para trabalhar no mesmo local. A ação causou surpresa e levantou suspeitas sobre perseguição a funcionários; alguns alocados no PA da Barreira há muito tempo, com relatórios positivos do trabalho. Alguns dos funcionários foram remanejados para trabalhar em bairros muito distantes de suas residências, prática que não era adotada pela gerência.

A denúncia ainda aponta que apenas um determinado agente foi remanejado, em abril, para uma área isolada na região, separado dos demais agentes.

 Foi definido que a Comissão de Saúde, Meio Ambiente e Saneamento Básicos da Câmara terá 90 dias para apurar a denúncia e fazer o relatório para a Casa Legislativa.

Fato Real