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Independência ou morte

 Coluna Vou Falar

Liberdade! Liberdade!

Dia 7 de setembro vão desfilar de novo, festivamente, pelas principais ruas e avenidas do país, esquadrões de soldados das forças armadas, tanques, carros de combate, canhões e cavalos. Exibe-se um tipo de armamento vencido no tempo e feito obsoleto para qualquer guerra, ficando a cargo das bandeiras coloridas a missão de provocar, assim mesmo, um bem discutível orgulho cívico.

Outro tipo de marcha bem menos vistosa e com muito menos gente também sai neste dia. Reúne um povo que testemunha aonde a independência ainda não chegou e para a qual todo aquele aparato bélico do outro desfile não tem nenhuma serventia. É o chamado “Grito dos Excluídos”. Para o povo excluído não basta a aparência formal de um Estado de Direito e de uma democracia, ainda notoriamente oligárquica, na qual o poder econômico ainda “fala do trono”, como Dom Pedro I fez na abertura da Assembleia Constituinte de 1824, e mostra todos os dias porque, onde, como, quando e quanto manda.

Que independência, que liberdade é essa que não dá perspectiva nenhuma de amanhã? Há que se pensar com menos imediatismo, há que se pensar no depois, no mais adiante. Como festejar a nossa independência, se ela se esvai no descaso de nossos governantes, na falência da saúde, da educação, da justiça e da segurança? Como comemorar uma coisa que não temos que foi solapada por políticos imorais e corruptos, que ao invés de defender os direitos do cidadão, ao contrário, roubam descaradamente os impostos que ele paga com tanto sacrifício? Diga-se de passagem, a maior quantidade de impostos do mundo.

Como podemos nos considerar independentes se estamos à mercê de políticos corruptos que têm a conivência da justiça? Precisamos, nós cidadãos, proclamar a nossa independência, não votando mais nesses “senhores” que aí estão, escolhendo melhor ou mesmo não votando em ninguém, se não houver um candidato decente, para manifestarmos nossa insatisfação e revolta com tanto desrespeito, desonestidade, falta de vergonha na cara, mesmo, falta de hombridade e humanidade.

O povo não sabe a força que tem, não sabe que assim como colocamos o bando de sanguessugas no poder, podemos tirá-los. Infelizmente para nós, cidadãos, o sistema de manipulação usado para que os eleitores não se levantem e tentem mudar o estado caótico em que nos encontramos, que é o futebol e a novela, está funcionando muito bem. As pessoas se projetam no problema de personagens fictícios, esperam ansiosamente para torcer fanaticamente pelo time favorito e se esquecem dos seus problemas reais, da vida, que vai ficando cada vez pior, porque não temos governantes e políticos corretos e capazes. Voltaire tinha razão. Vencido tanto tempo desde o que ele disse, constrange dizer quanto continua atual a sua advertência: “Não é admissível que uns tenham nascido de sela às costas e outros de esporas aos pés.”.

Precisamos nos libertar dessa dependência, dessa impunidade que aumenta dia a dia, que transforma nosso país em um lugar perigoso de se viver. Precisamos dar nosso grito de independência, ou morreremos.

Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix

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