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Conselho Regional de Medicina Veterinária alerta para risco de circulação do vírus da raiva em Minas

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV – MG) divulgou um comunicado de risco na terça-feira (10/05) alertando para a circulação do vírus da raiva no estado.

Segundo a nota, em 2021 foram identificados 24 morcegos e um felino positivos para raiva em Belo Horizonte. No município de Contagem foram dois morcegos positivos. Em 2022, na capital do estado, são cinco morcegos positivos até este momento e nesta semana, foi identificado um cão positivado.

Segundo o CRMV, estes dados demonstram a circulação do vírus da raiva nestes municípios e a grande possibilidade de ocorrer também em outras áreas. Os vírus até então identificados são da variante 3, que circulam normalmente no ciclo aéreo da raiva, ou seja, envolvem os morcegos e acidentalmente, outros animais, como possivelmente, ocorreu com o gato diagnosticado em 2021 e o cão positivo identificado nesta semana.

A raiva é uma zoonose praticamente 100% letal. Sua ocorrência é evitável, se as medidas preventivas previstas forem tomadas a partir do contato com o vírus. É transmitida ao ser humano ou entre os animais pela inoculação do vírus rábico presente na saliva e nas secreções de animais infectados, principalmente pela mordedura, mas também por arranhaduras e lambedura de mucosas. Em cães e gatos, o período de incubação (que vai desde o contato com o vírus até o aparecimento dos sinais de raiva) pode ser muito longo, de até 180 dias.

Prevenção

A prevenção da raiva é fundamental. Ela é realizada mediante a vacinação anual em cães e gatos de áreas urbanas e também de animais domésticos de áreas rurais. A vacina da raiva é segura e deve ser realizada em cães e gatos por toda a vida, desde os três meses de idade.

Em caso de exposição humana, deve-se conter o animal agressor (cão e gato) para observação e lavar repetidamente com água corrente e sabão, o local da agressão para reduzir a carga de vírus. Procurar, imediatamente após a limpeza da ferida, a unidade de saúde (UBS ou UPA) mais próxima e informar o ocorrido, com o máximo de dados possíveis sobre as condições do acidente e sobre o animal, para realização da profilaxia antirrábica. Em caso de animal silvestre (morcegos, por exemplo), não tocar no animal, isolar com uma caixa ou balde e acionar a Unidade ou Centro de Controle de Zoonoses para captura e envio ao laboratório (LACEN) para diagnóstico

Médicos veterinários, estudantes de medicina veterinária, trabalhadores de clínicas veterinárias que estão permanentemente expostos a animais potencialmente transmissores da raiva devem realizar a profilaxia antirrábica pré exposição, que consiste em vacinação e posterior de titulação do nível de anticorpos.

 

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