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Manifestante denuncia agressão em ato contra Bolsonaro em Lafaiete

Manifestação em Lafaiete
Manifestação em Lafaiete

Uma confusão ocorreu neste sábado 24/07 em Conselheiro Lafaiete durante manifestação contra o governo Bolsonaro e em prol do impeachment do presidente.

Manifestantes estavam concentrados na praça Tiradentes, no centro da cidade. O grupo portava cartazes, faixas e gritavam palavras de ordem a favor do impeachment.

Em determinando momento um homem, que passava pelo local, atravessou a rua e iniciou uma discussão, aparentemente com posição favorável ao atual governo e contra o ex-presidente Lula. A situação ficou tensa e houve bate-boca. Toda a situação foi filmada.

Jeanne denunciou agressão
Jeanne denunciou agressão

Jeanne Botelho, que estava no local relatou que decidiu filmar e acabou sendo agredida. “Quando ele viu que eu estava filmando ele deu um tapão na minha mão e abaixou minha mão que estava com o celular”, disse. A partir deste momento a situação ficou ainda mais tensa e os manifestantes pediram para que o homem se afastasse, mas em vão. Pelas imagens divulgadas é possível ouvir as pessoas dizendo “Fascista recua. É o pode popular que tá na rua”.

Na sequência o homem sai do tumulto e segue em direção a um supermercado, mas volta em seguida e a confusão recomeça. Momentos depois ele se dirige para o interior do supermercado.

A Polícia Militar foi acionada e ouviu as partes. A técnica administrativa relatou o ocorrido, tem sua versão corroborada por outras testemunhas. Já o homem identificado como Marcus disse que quando estava próximo ao local da manifestação ouviu algumas palavras dos manifestantes que não o agradaram, motivo pelo qual foi até eles e iniciou uma discussão, no entanto, alguns participantes do evento ficaram insatisfeitos com a sua atitude tendo sido empurrado para que saísse do local. Ainda segundo seu relato, ele não agrediu Jeanne.

Um boletim de ocorrência foi registrado. O crime praticado pelo autor é de competência do Juizado Especial Criminal por se tratar de infração de menor potencial ofensivo, portanto a prisão em flagrante não foi imposta, haja vista que o autor assumiu compromisso de comparecer ao juizado competente em data marcada.

“Acho que o fato dele atravessar e agredir já mostra a situação. A agressão dele maior foi contra a liberdade de expressão e a democracia. Isso é um absurdo”, disse Jeanne Botelho ao Fato Real.

Apoio

Jeanne vem recebendo apoio pelo episódio de agressão.
O Movimento Resistência Feminina-CL  em publicação no Facebook se solidariza com Jeanne Botelho.  “Mulher, mãe, esposa, diretora sindical, técnica em educação e defensora da democracia e dos direitos das mulheres. Um país em que homens se sentem confortáveis em agredir mulheres em público em plena luz do dia não alcançou o status de democracia plena.
Nossa companheira levou um tapa ao gravar a ação de um fascista que entrou no meio da manifestação pacífica e democrática com o fim de levar violência.
Não assistiremos passivas a isso!
Violência de gênero é arma de fascista! Não passarão!
Nota de solidariedade das Mulheres do PSTU/Congonhas à companheira Jeanne (PT/Congonhas e Sinasefe/IFMG)
Hoje, 24 de julho, enquanto estávamos na concentração do ato pelo Fora Bolsonaro na cidade de Conselheiro Lafaiete ocorreu uma agressão contra a companheira Jeanne Botelho. Um homem aos gritos se aproximou dos manifestantes disseminando o ódio bolsonarista. Jeane foi registrar o momento, quando esse “cidadão de bem” tentou impedir a filmagem ao bater na sua mão enquanto ela segurava o celular. Obviamente o colocamos para fora da Praça.
Infelizmente no momento da agressão a PM de Minas Gerais que estava à alguns metros do ocorrido, não fez absolutamente nada. Como acontece com uma boa parte das mulheres agredidas nesse país, em que o Estado e sua força policial fazem vista grossa à agressão contra as mulheres. Apenas quando a companheira foi fazer o boletim de ocorrência, a PM foi à procura do agressor.
Nós mulheres do PSTU, repudiamos todo e qualquer ato de violência contra a mulher, principalmente num momento de manifestação democrática. Enfrentamos cotidianamente o machismo e violência e, com esse governo genocida as coisas só pioram para os trabalhadores, principalmente com a retirada dos nossos diretos.
Por Jeanne e por todas as mulheres da classe trabalhadora não nos calaremos! Estaremos nas ruas, nas praças e em todos os espaços. Por nossos direitos! Por nossas vidas!
Não passarão!!!
📌Quebrar as patentes para garantir a vacina para toda a população!
📌Auxílio Emergencial digno para as famílias trabalhadoras!
📌Fora Bolsonaro, Mourão e Guedes e o governo das milícias!

 

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