A Comunidade Quilombola de Boa Morte, em Belo Vale, recebe entre os dias 12 e 14 de junho a primeira edição do Festival de Música Regional de Boa Morte.
Com entrada gratuita, o evento reúne apresentações musicais, manifestações culturais tradicionais, oficinas, gastronomia típica e produção artesanal, transformando a localidade em um importante ponto de valorização da cultura popular mineira. A iniciativa busca ampliar a visibilidade de um território marcado pela preservação de tradições afro-brasileiras e pela relevância histórica para Minas Gerais.
Situada na Serra da Moeda, Boa Morte possui origens ligadas ao século XVIII e é formada, em grande parte, por descendentes de pessoas escravizadas que viveram e trabalharam nas antigas fazendas da região. Entre os principais símbolos desse patrimônio está a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, cuja fundação remonta ao período colonial.
O entorno também abriga referências históricas como a Fazenda Boa Esperança, associada à formação social do território e à presença das populações negras que deram origem à comunidade atual.
Reconhecida como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares desde 2005, a comunidade mantém vivas expressões culturais transmitidas por gerações.
O festival foi concebido para aproximar o público dessas manifestações em seu local de origem, promovendo o contato direto com tradições como Folias de Reis, Congado e rodas de viola. Segundo o idealizador do projeto, João Castro, a proposta é valorizar um patrimônio que já existe no cotidiano da comunidade e ampliar seu reconhecimento regional.
O Festival de Música Regional de Boa Morte é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Vale, com patrocínio master da Vale, patrocínio da MRS Logística, apoio da Prefeitura de Belo Vale e realização da Culturaê Produções, por meio da Lei Rouanet.
